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terça-feira, 17 de março de 2015

Jack White - A discografia

Está chegando o Lollapalooza 2015 e estou bastante ansioso para ver Robert Plant e Jack White. Tenho ouvido ambos alucinadamente como se não houvesse amanhã. 
Num momento de ócio parei pra pensar "qual será meu álbum preferido do Jack White, dentre tudo que ele já fez?"
Desta vez utilizei um metódo "científico" para fazer essa classificação. Atribuindo notas individuais para cada faixa (de 1 à 5), peguei as médias para cada álbum e os organizei da menor para maior. Vamos lá:

12) The White Stripes (The White Stripes) - 1999

O primeiro registro que o Jack White fez já trazia todos os elementos que se tornariam sua marca registrada, só faltava lapidar um pouco. Ainda assim, aqui já encontramos alguns momentos incríveis, como em Stop Breaking Down e Cannon.
Nota: 3,06







11) White Blood Cells (The White Stripes) - 2001

O preferido de muita gente. 
De fato, muitas músicas interessantes e clássicas do TWS estão neste cd, mas tem uma boa quantidade de músicas "tapa buraco" lá pelo meio do álbum.
Nota:3,44







10) Get Behind Me Satan (The White Stripes) - 2005

Tendo explodido dois anos antes com o Elephant, todo mundo esperava um álbum parecido, cheio de guitarras e distorções. Só que o TWS surpreendeu todo mundo e soltou este cd, mais guiado por pianos e violões, antecipando o que o Jack White faria (melhor) em sua carreira solo.
Nota: 3,62






9) Icky Thump (The White Stripes) - 2007

A despedida do TWS trouxe de volta todos os elementos deixados pra trás no álbum anterior, sendo um trabalho voltado para as guitarras.
Uma partida com bastante classe e dignidade.
Nota:3,92








8) Consolers of the Lonely (The Raconteurs) - 2008

Mais pesado que o primeiro álbum da banda, Consolers of the Lonely tem um quê de hard rock setentista. Algumas das melhores faixas da carreira do Jack White estão neste trabalho, entretanto ele oscila bastante.
Nota: 3,93






7) Elephant (The White Stripes) - 2003

O cd mais famoso do TWS é muito mais do que apenas  Seven Nation Army. Acho o De Stijl mais sólido, mas é no Elephant onde há a maior concentração de grandes músicas da dupla.
Nota: 4,00









6) Horehound (The Dead Weather) - 2009

Horehound começa devagar, com três músicas arrastadas e não muito interessantes. Dali para frente o álbum cresce exponencialmente em peso e qualidade.
Nota: 4,02

5) Blunderbuss (Jack White) - 2012

Em seu primeiro trabalho como artista solo, Jack White não se manteve preso a nenhum estilo em particular e atirou pra todo lado, conseguindo acertar em tudo.
Nota: 4,08




4) De Stijl (The White Stripes) - 2000

O cd mais consistente do TWS. Nenhuma faixa dispensável ou mais fraca.
Nota: 4,09








3) Lazaretto (Jack White) - 2014

Um dos meus cds preferidos de 2014. Já falei bastante dele aqui.
Nota: 4,18









2) Sea of Cowards (The Dead Weather) - 2011

Ao contrário do primeiro trabalho da banda, Sea of Cowards já começa em alto nível e assim se mantém por todas as suas onze faixas.
Um dos trabalhos mais modernos e pesados feitos pelo Jack White.
Nota: 4,27






1) Broken Boy Soldiers (The Raconteurs) - 2006

O álbum mais classic rock da discografia do Jack White até o momento. Nota-se uma gama enorme de influências de grandes bandas dos anos 60 e 70, mas sem dúvida a que primeiro me vêm a cabeça são os Beatles.
Não há um único momento de pouca inspiração neste trabalho. Seu único defeito é ser tão curto (apenas 34 minutos).


Nota: 4,30

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Melhores álbuns de 2014

Nunca foi tão fácil compilar minha listinha de "melhores do ano". Em anos anteriores eu sempre dava uma certa enchida de linguiça nas últimas posições. Não que eu não gostasse daqueles álbuns, mas em geral sempre acabo gostando de verdade mesmo de uns 5 ou 6, ficando uns dez lançamentos empatados por volta da 5ª e a 15ª posição.  
Neste ano não, aqui estão dez lançamentos que adorei acima de qualquer outro durante o 2014. Vamos lá:

10. Death from Above 1979 - The Physical World


Quando uma banda fica tanto tempo sem lançar material novo (no caso destes canadenses foram exatos 10 anos) os medos são dois, e opostos: mudar muito ou fazer demasiadamente igual ao que já foi feito. Por sorte o DFA1979 conseguiu ficar num meio termo, soando como se The Physical World tivesse saído na cola de You're a woman, I'm a machine. O som está um pouco mais lento e polido do que o cd de estreia, mas nunca deixa a peteca cair. Punk-dance-pop-indie-metal (sim, dá pra escutar todas essas influências) de primeira. 


9. Band of Skulls - Himalayan



Quando descobri a Band of Skulls eles ainda estavam no primeiro álbum, o incrível Baby Darling Doll Face Honey. O rock basicão que os caveiras tocavam era simples, bem-feito e totalmente empolgante. Até hoje escuto muito, do começo ao fim.
Aí veio o segundo, Sweet Sour, uma verdadeira brochada. Apesar de duas ou três músicas mais interessantes, a banda passou longe da qualidade da estreia. Comecei a achar que o debut tinha sido mais sorte do que talento da banda.
Parece que estava errado, este Himalayan é divertidíssimo.


8. Wolfmother - New Crown



Sempre gostei do Wolfmother. Seu vocalista Andrew Stockdale é uma espécie de mistura de Page e Plant em uma só pessoa (guardadas as devidas proporções, claro) e só por isso já se deve respeito à banda. Entretanto, em seus dois álbuns anteriores eu sempre achava que faltava alguma coisa. Sabe quando a banda é bem legal mais falta um "quê"? Então, não sei exatamente o que era, mas o "quê" não falta mais. New Crown é o melhor cd dos caras até agora. Espero que ainda cresçam bastante, precisamos de bandas assim no mundo.

7. Behemoth - The Satanist


Fazia tempo que eu não ficava tão fascinado por um novo cd de som pesado assim. Me parecia que tudo de bom que podia ser feito com música extrema já havia sido feito. Aliás, black metal era um tipo de som que há tempos passava longe dos meus fones. The Satanist é tão intenso que me fez interessado no estilo novamente. É impressionante como Nergal e sua horda conseguem soar melódicos e brutais ao mesmo tempo.

6. Alt-J - This is All Yours


O nome da banda é tosco, os caras tem jeitão de nerd criado com a vó, os hipsters adoram... Nem sei como acabei ouvindo, mas o fato é que a música inclassificável da banda é incrível. Cheio de camadas e sensações, o cd é uma viagem do começo ao fim. Som maluco e bonito.


5. Mastodon - Once More 'Round the Sun


 A banda de metal do século XXI. Até agora seis álbuns de estúdio e todos excelentes. Once More 'Round the Sun continua na pegada mais "pop" do cd anterior, The Hunter, embora, na minha opinião, este seja um pouquinho inferior. Ainda assim, o "pouco inferior" do Mastodon é muito superior do que quase todas as bandas de metal estão fazendo por aí.

4. Morrissey - World Peace is None of Your Business


Big mouth strikes again! Além de ser um álbum ótimo do ponto de vista da sonoridade; modernizando e incrementando o som do The Smiths com uma gama maior de influências, como o flamenco; este é o cd da lista com as melhores letras, de longe.
Gosto muito de todas as músicas, mas acho que Kiss me a lot tem tudo para ser um novo clássico do Moz.


3. Rival Sons - Great Western Valkyrie



A descoberta do ano! Fazia tempo que ouvia falar dos caras interwebs afora, mas nunca tinha dado bola. Por algum motivo eu achava que eles eram prog metal e por isso passava longe. 
Ouvi este Great Western Valkyrie e de cara percebi que estava diante da minha "nova banda preferida". Que coisa sensacional! Os caras bebem forte da fonte do rock clássico, principalmente The Doors e Led Zeppelin, mas criando músicas com identidade própria. Soa vintage e novo ao mesmo tempo. E esse tal de Jay Buchanan é fácil o melhor vocalista de rock da atualidade. Pqp o que esse cara canta!

2. Jack White - Lazaretto



 Se tem que merece respeito no mundo do rock hoje em dia, essa pessoa é o Jack White. O cara entende muito de música, produz, revela bandas novas, traz do limbo artistas esquecidos/pouco conhecidos e o melhor de tudo, é excelente músico e compositor acima da média. 
Em Lazaretto ele continua expandindo cada vez mais seus limites e agora engloba também um pouco de country em suas músicas, além do rock, do soul e do blues já característicos. O resultado, como sempre, é um conjunto de canções criativas e com feeling, utilizando inúmeras referências e conseguindo mistura-las de forma orgânica e fluida. Em uma das melhores, Would you fight for my love, ele consegue colocar junto rock, pop, blues e algo que parece saido de uma trilha de spaghetti western.
Jack White é hoje essencial no cena musical, conseguindo levar seu rock autêntico à um público abrangente que vai desde o pessoal mais underground até o "roqueiro universitário", que só ouve o que toca em FMs. 

1. Robert Plant - lullaby and... The Ceaseless Roar


 Enquanto outros artistas ficam vivendo de passado, o deus dourado não para de evoluir. Já discorri apaixonadamente sobre seus quatro álbuns anteriores e lullabies.. and The Ceaseless Roar não fica nem um pouco atrás. Eu só não solto um "melhor álbum da carreira solo de Plant" porque  fico com medo de estar cometendo uma injustiça colocando apenas um de seus últimos cds em destaque. 
Não procure aqui por um Led Zeppelin cover. A pegada da vez é uma mistureba de folk, música africana, blues, trip hop e uma infinidade de referências. Coisa de gênio.


Bônus: Melhores álbuns de outros anos que só descobri em 2014


Rival Sons - Head Down (2012): Como eu disse acima, só agora fui ouvir o Rival Sons. E seu melhor álbum é este Head Down. Não tem nenhuma faixa menos do que fenomenal neste trabalho. Coisa de gente grande, de quem com o tempo vai ser considerado um novo clássico.

Jack White - Blunderbuss (2012): 


E 2012 não quer acabar! Quando fiz a lista daquele ano já sabia estar defronte à uma safra diferenciada. E desde então descobri vários outros lançamentos incríveis que naquele momento não ouvi. Blunderbuss tem uma história um pouco diferente desta. Ouvi assim que saiu, mas na época estava tão maravilhado com tanta coisa boa que estava saindo que acabei não dando a atenção devida ao trabalho. Devo ter ouvido só umas duas vezes na época. Mas agora, influenciado pelo Lazaretto, resolvi dar uma nova chance ao álbum. Ainda bem! É tão bom, ou, quem sabe, até pouco melhor do que Lazaretto. Vida longa ao rei White!