sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Consertando Rogue One


Assim como fiz minhas versões do Retorno de Jedi, da trilogia prequel e de Force Awakens, por que não dar uma arrumada em Rogue One?

Rogue One tem um terceiro ato maravilhoso, mas até chegar lá o caminho é acidentado demais e guiado por personagens pouco carismáticos. Para começar, a jornada de Jyn Erso é mais complicada do que o necessário e é mais dito do que mostrado sobre suas capacidades, suas motivações são fracas e ela tem poucas razões para confiar e ajudar a Aliança Rebelde.

Uma maneira fácil de simplificar o arco de Jyn seria deixa-la ao lado de Saw Guerrera desde sua infância ao invés de iniciar sua história adulta na prisão. Após o prólogo dos Erso e a descoberta da deserção de um piloto imperial por Cassian, acompanharíamos o capitão Andor e o droid K-2SO irem para Jedha. No planeta, o piloto desertor Bodhi Rook estaria sendo escondido pelos Guardiões das Whills Chirrut Imwe e Baze Malbus. Império, Cassian e Rebeldes de Saw procuram por ele pela cidade. Os imperiais matam Baze Malbus e capturam Bodhi.

Mais ou menos como no filme original, Cassian se vê em meio à uma emboscada dos rebeldes de Saw contra as tropas imperiais (porém aqui buscam a libertação de Rook ao invés de cristais kiber). Os rebeldes estariam sendo liderados não por Edrio Two Tubes, mas por Jyn, que reapareceria adulta no filme neste ponto, mostrando ser uma grande guerreira e estrategista. Na confusão, Andor tentaria fugir com Rook. Como visto no cinema, Cassian seria salvo dos Stormtroopers por Chirrut apenas para ambos (e Rook) serem capturados pelos rebeldes de Jedha.

O filme segue para o esconderijo de Saw, onde ele, Jyn e Cassian assistem à mensagem de Galen Erso trazida por Bodhi. A garota e Guerrera discutem. O líder havia dito que seu pai morrera nas mãos do Império. Jyn, apesar de não gostar da Aliança Rebelde, decide libertar Andor para seguir com ele para Eadu tentar encontrar seu pai, não sabendo que a missão do capitão é na verdade matar o cientista. Neste momento a Estrela da Morte dispara na cidade de Jedha. Escapam da explosão Jyn, Andor, Bodhi, Chirrut, Edrio Two Tubes (que mais interessante - ao menos visualmente - ocuparia o lugar de Baze Malbus) e K-2SO.

Depois da fuga de Jedha o filme seguiria praticamente igual ao original.

Outras alterações: 
1 - Por que um Moff Tarkin CGI? Poderia ser apenas um ator maquiado.
2 - Não gosto que seja Cassian quem dispare no Diretor, afinal aquele é um vilão pessoal de Erso. Deveria ser a garota enfrentando sozinha Krennic. Andor poderia aparecer para resgata-la de cair da passarela, após ela derrotar o vilão.
3 - Deveria ser  frisado que Cassian não dispara em Galen por ver que ele tenta defender seus engenheiros de Krennic.

Bem, é isso, acredito que pequenos ajustes no primeiro ato (e praticamente nada de diferente nos demais) poderiam fazer o filme fluir um pouco melhor. Qual sua opinião? Mudaria algo em Rogue One?

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Danilo Awards 2016


Fim de ano: época de amigo secreto, comer panetone e fazer listinha de melhores!
Vamos então à edição 2016 do Danilo Awards com meus álbuns, séries de tv e filmes preferidos lançados neste ano.

Álbuns

 

5 -The Rolling Stones - Blue and Lonesome
A volta às origens do Rolling Stones não podia ser melhor!
Blue and Lonesome resgata 14 blues clássicos que os Stones dão sua própria roupagem. E ficou muito foda!







 

4 - Black Mountain - IV
Sempre gostei da banda, mas acredito que é em IV que eles finalmente conseguiram fazer um álbum de qualidade do começo ao fim, sem encher linguiça. 











3 - Deftones - Gore
Deftones é uma daquelas bandas que não erra nunca. E Gore é meu preferido deles desde o White Pony.





 



2 - Rival Sons - Hollow Bones
Rival Sons continua sendo a melhor banda de rock dos anos 2010. Hollow Bones mantém o nível dos demais e traz a melhor composição dos caras até aqui: Hollow Bones Pt II.






1 - Metallica - Hardwired... to Self Destruct
É claro que não é o "melhor disco do ano". Mas ouvir minha banda preferida de metal fazendo um bom álbum depois de tanto tempo foi o que mais me emocionou na parte musical em 2016.
Gosto do Hardwired todo, sem pular nenhuma música, mas é a sequência que começa na Dream No More (que é uma espécie de Sad But True deste CD) e vai até o fim apocalíptico com  Spit Out The Bone, que me conquistou de verdade.
Longe da "volta as raízes" totalmente forçada do Death Magnetic, Hardwired tem uma cara própria, ainda que faça ecos de praticamente toda a discografia do Metallica (com exceção do St Anger). O CD parece um grande amalgama da fase thrash com o Black álbum e mesmo com o Load/Reload, mas que soa orgânico e novo. 


Séries

 

5 - Game of Thrones (Sétima temporada)
No geral, a temporada foi bem lenta e sem gracinha, mas os 2 episódios finais, e mais uns 2 pelo meio da temporada, foram alguns dos melhores da série toda até hoje e garantiram o lugar de GoT aqui no meu TOP 5.



 


4 - The Night of (Primeira temporada)
Drama policial que mostra todos os aspectos de um crime: vítima, acusado e seus familiares, advogados, vida na prisão... Roteiro, direção, fotografia, atuação, tudo nessa série é perfeito.


 

 3 - Westworld (Primeira temporada)
Nos dois primeiros episódios não entendi nada. Conforme a série foi evoluindo fui ficando cada vez mais maravilhado. Acho que esta é a grande série de Sci-Fi desde Battlestar Galáctica.



 


2 - Penny Dreadful (Terceira temporada)
Melhor temporada desta grande série. Uma pena que os dois últimos episódios foram claramente apressados por conta do cancelamento (ficando bem abaixo dos demais em termos de qualidade), mas toda o restante compensou. Vai deixar saudade.




1 - Black Mirror (Terceira temporada)
Eu estava meio preocupado com a volta de Black Mirror devido a mudança para a NetFlix e pelo número de episódios muito maior do que nas duas temporadas anteriores. Porém esta terceira temporada não só cumpriu as expectativas como as excedeu. Este foi sem dúvida o melhor conjunto de episódios da série até aqui.
Além da ansiedade pela quarta temporada, eu também gostaria muito de ver uma série derivada de Hated in the Nation ou que pelo menos aquelas personagens voltassem para um episódio novo por temporada daqui para frente.

Filmes

 


5 - Kubo e as Cordas Mágicas
Animação maravilhosa em todos os aspectos. 






 


4 - Ave, César
Irmãos Coen e seu humor particular em mais um filme incrível. Não deve nada para clássicos da dupla como O Grande Lebowski.






3 - Rogue one
Que filme! Corajoso e pesado. De um jeito que poucos imaginariam que a Disney faria. Durante todo o tempo temi pelos heróis e fiquei instigado pelo que viria a seguir (mesmo tendo ideia do que seria).
O design de produção é maravilhoso. Neste quesito este filme dá de 7x1 no Force Awakens com suas novas naves, planetas, cidades e criaturas.
O uso do Vader foi perfeito! Na medida. Apareceu pouco, para não causar desgaste no personagem, e de forma cruel e precisa. Imagino a tentação do diretor em ter o Sith em tela por mais tempo. Ainda bem que se segurou.
O grande problema do filme são os personagens principais, totalmente sem carisma.


 2 - Capitão América: Guerra Civil

Melhor filme de Super-herói desde o Batman The Dark Knight. Ao contrário do concorrente Batman v Superman, Guerra Civil teve um roteiro que soube construir muito bem a rivalidade entre seus heróis. E ainda tem a cena mais épica dos filmes do gênero até hoje!

Só não coloquei em primeiro lugar da lista porque...

 
1 - A Chegada
Nos últimos anos temos tido grandes Sci-Fi no cinema e A Chegada fica fácil entre os melhores de todos. Profundo e inteligente, para mim este filme é melhor até do que clássicos consagrados do gênero como Contatos Imediatos





sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Meus filmes preferidos de ficção científica do século XXI (até agora)

Outro dia apareceu na minha TL uma lista de sei-lá-quantos melhores filmes de ficção científica do século XXI até agora. Acabei procurando por outras, e mais outras e mais outras, principalmente para ver se tinha algum que eu ainda não tinha visto (e tinha um ou dois).
Aí pensei: por quê não fazer a minha própria, não é mesmo?
Então fiz. Considerei distopia como Sci-Fi, mas filme de super-herói, não (com uma certa exceção, que nem sei se é exceção mesmo).
Enfim, aí vão meus trinta filmes preferidos do gênero no século XXI até agora.  E tenho um feeling de que quando vir A Chegada ele vai acabar achando seu lugar aí nos primeiros lugares da lista..
Lá vai:

1Mad Max: Fury Road (2015) 
2Predestination (2014)
3Looper (2012)
4Gravity (2013)
5Ex Machina (2015)
6Wall-E (2008) 
7Moon (2009)
8Guardians of the Galaxy (2014) 
9Attack The Block (2011)
10Children Of Men (2006) 
11Star Trek (2009)
12Rise Of The Planet Of The Apes (2011)
13Edge Of Tomorrow (2014)
14District 9 (2009)
15Star Wars: The Force Awakens (2015)
16V For Vendetta (2005)
17Eternal Sunshine Of The Spotless Mind (2004)
18The Martian (2015)
19Pacific Rim (2013)
20The Rover (2014)
21Hunger Games Catching Fire (2013)
22Dredd (2012)
23Donnie Darko (2001)
24Safety Not Guaranteed (2012)
25The Lobster (2015)
26Coherence (2014) 
27Interstellar (2013)
28Solaris (2002)
29Under The Skin (2013)
30The Mist (2007)

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Um filme por ano


Já que eu fiz uma lista "um disco por ano", porque não uma de "um filme por ano", não é mesmo?
Houve anos em que sofri muito para escolher apenas um (como, por exemplo, 1984, com Exterminador do Futuro, Templo da Perdição e Caça-Fantasmas), enquanto em outros o melhor já vinha direto na minha cabeça. 
Enfim, aí vão, usando como critério apenas meu gosto pessoal mesmo, meus filmes preferidos de cada ano, de 1979 até hoje.

79 - Alien
80 - Império Contra-Ataca
81 - Caçadores da Arca Perdida
82 - O Enigma de Outro Mundo
83 - Retorno de Jedi
84 - Os Caça-Fantasmas
85 - De Volta para o Futuro
86 - Alien 2
87 - Robocop
88 - Um Príncipe em Nova York
89 - Indiana Jones e a Última Cruzada
90 - Vingador do Futuro
91 - Exterminador do Futuro 2
92 - Drácula de Bram Stocker
93 - Feitiço do Tempo
94 - Pulp Fiction
95 - Os 12 Macacos
96 - Trainspotting
97 - Homens de Preto
98 - Cidade das Sombras
99 - Matrix
00 - Amnésia
01 - Senhor dos Anéis: Sociedade do Anel
02 - Solaris
03 - Kill Bill 1
04 - Kill Bill 2
05 - V de Vingança 
06 - Labirinto do Fauno
07 - Onde os fracos não tem vez
08 - Batman: O Cavaleiro das Trevas
09 - Lunar
10 - Scott Pilgrim contra o Mundo
11 - Os Homens que não amavam as mulheres
12 - Looper
13 - Gravidade
14 - Guardiões da Galáxia
15 - Mad Max - Fury Road

Obviamente devo ter cometido injustiças e esquecido de alguns grandes filmes, fazer o quê.
Este ano já vi muita coisa legal, mas como ainda tem muito filme que estou aguardando ansiosamente, por enquanto nem vou opinar.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Um disco por ano

Inspirado pelas listas "Melhores Discos de Todos os Tempos" que o Collectors Room tem publicado, resolvi fazer uma lista com O melhor álbum de cada ano. Como existe música desde sempre, determinei que o começo da lista seria no ano em que nasci.
Para ficar claro, não estou colocando aqui o meu disco preferido na época (até porque, não tinha como eu ter esse tipo de preferencias com 2 ou 3 anos de idade, hehe), são meus preferidos de cada ano hoje.
Aí vão:

1979 -  AC/DC - Highway to Hell
1980 - AC/DC - Back in Black 
1981 - Ozzy Osbourne - Diary of a Madman
1982 - Michael Jackson - Thriller 
1983 - Metallica - Kill ‘Em All
1984 - Metallica - Ride the Lightning
1985 - Oingo Boingo - Dead Man’s Party
1986 - Iron Maiden - Somewhere in Time
1987 - The Sisters of Mercy - Floodland
1988 - Metallica - … And Justice for All
1989 - Faith No More - The Real Thing
1990 - Alice in Chains - Facelift
1991 - Metallica - Metallica
1992 - Alice in Chains - Dirt
1993 - Sepultura - Chaos A.D.
1994 - Kyuss - Welcome to Sky Valley
1995 - White Zombie - Astro Creep:2000
1996 - Marilyn Manson - Antichrist Superstar
1997 - Faith no More - Album of the Year
1998 - Cradle of Filth - Cruelty and the Beast
1999 - Red Hot Chilli Peppers - Californication
2000 - Queens of the Stone Age - Rated R
2001 - Rammstein - Mutter 
2002 - Queens of the Stone Age - Songs for the Deaf
2003 - Placebo - Sleeping with Ghosts
2004 - Death from Above 1979 - You're a Woman, I'm a Machine
2005 - System of a Down - Mezmerize
2006 - The Raconteurs - Broken Boy Soldiers
2007 - Interpol - Our Love to Admire
2008 - The Black Keys - Attack & Release 
2009 - Mastodon - Crack the Skye
2010 - Ghost - Opus Eponimous
2011 - The Black Keys - El Camino
2012 - Rival Sons - Head Down
2013 - Ben Harper & Charlie Musselwhite - Get Up!
2014 - Robert Plant -  lullaby and... The Ceaseless Roar
2015 - Baroness - Purple

Enquanto em alguns anos foi bem difícil me decidir entre alguns discos, em outros a escolha já pulou na minha mente. Houve ainda anos com uma "safra" ruim, em que não tem nenhum álbum que realmente esteja entre meus preferidos da vida.
Ainda falta mais de meio ano, mas por enquanto meu preferido em 2016 é o Gore do Deftones.
Quais os seus preferidos?

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Force Awakens - Versão do (se eu fosse o) diretor

Meu sonho era ser do LucasFilm Story Group e trabalhar discutindo os rumos e roteiros de Star Wars o dia todo.
Como eu disse antes, o Despertar da Força por mais legal que seja (e é), tem vários problemas de roteiro, principalmente no terceiro ato. Agora que já revi em casa mais uma vez, lá vou eu tentar "conserta-lo", colocando aqui as sugestões que eu daria caso fosse do grupo de roteiristas.

Peguei o roteiro simplificado do filme (e dou créditos à Wikipédia por isso) e coloquei minhas alterações. O “meu” filme seria igual ao que você viu, a não ser onde eu colocar em negrito.

A long time ago, in a Galaxy far far away...

Poe Dameron, melhor piloto da Resistência, é mandado ao planeta Jakku pela Conselheira Leia [1] para obter um mapa que, acredita-se, indica a localização [2] de Luke Skywalker, o último Jedi, que está desaparecido há anos. O mapa está em posse de Lor San Tekka, um explorador da galáxia e membro da Igreja da Força. Kylo Ren, um poderoso conhecedor do Lado Negro da Força e discípulo do Supremo Lider Snoke, está tentando roubar o mapa. Quando Kylo Ren e suas tropas cercam sua vila, Lor San Tekka acha melhor enviar o "pen drive" com o mapa para "uma pessoa de sua confiança", ele então coloca o mapa no droide BB-8, dá as coordenadas e o manda para sua discípula Rey [3]. Kylo Ren mata Lor, captura Dameron e ordena o assassinato de todos no vilarejo onde ele foi encontrado. 
stormtrooper  FN-2187 fica ultrajado com a brutalidade da Primeira Ordem e deserta para ajudar Dameron, que passa a chamá-lo de Finn. Poe conta a Finn que BB-8 carrega o mapa para Luke Skywalker e por isso é imprescindível que o droid chegue à Resistência. Eles conseguem escapar do Star Destroyer  onde estão, mas seu TIE Fighter é alvejado e caem de novo em Jakku. Dameron presumidamente morre. Enquanto isso, BB-8 encontra Rey, uma jovem que sobrevive catando lixo. Na noite em que passam juntos, BB-8 conta que foi Lor San Tekka que o enviou. Rey diz que Lor é seu mentor e lhe ensinou muita coisa desde que ele chegou à Jakku. [3]
Finn encontra BB-8 com Rey no momento em que caçadores de recompensa do chefe da garota, Unkar Plutt, estão tentando rouba-la. A Primeira Ordem os localiza e os três escapam do planeta numa velha nave, a Millennium Falcon.
Nave pirata.
Na fuga com a Millennium Falcon, esta é capturada por Han Solo e Chewbacca, de quem a nave havia sido roubada há alguns anos. 
Han comanda um grupo de piratas que, após descobrirem que a Primeira Ordem está pagando uma recompensa por Rey, Finn e BB-8, fazem um motim contra seu líder e seu contra-mestre Chewbacca [4]. Os heróis liberam Rathtars pelo cargueiro e conseguem fugir dos piratas.
 Após escaparem da nave pirata na Millenium Falcon, Han pede para ver o mapa e percebe que está incompleto. Segundo ele este é um mapa que levaria ao primeiro templo jedi, onde supostamente Luke estaria. Eles então viajam em direção ao planeta Takodana para encontrar a Conselheira da Resistência e Sacerdotiza da Força Leia Organa [1], que acreditam que pode os ajudar.
Enquanto isso [5], no Sistema Hosnian, capital da Aliança Galáctica, General Maz Kanata faz um discurso perante os Senadores, dentre eles, Lando Calrissian. Maz recapitula os acontecimentos que levaram à criação da Aliança Galáctica e da Primeira Ordem: 
General Maz Kanata
"Há 32 anos, todas as células da Aliança Rebelde que lutavam contra o Império se reuniram e conseguiram destruir a Segunda Estrela da Morte e, com ela, o próprio Imperador Palpatine".
"Com a perda de seu líder, o Império se fragmentou. Muitos Moffs e Governadores locais passaram a lutar entre si pelo poder."
"A adesão à causa rebelde passou a crescer mais e mais, e os Sistemas começaram a se libertar da opressão e a formar uma nova república, a Aliança Galáctica".
"Mas o Império ainda não estava totalmente vencido, toda a frota imperial restante se organizou ao comando de um novo mestre... o Supremo Líder Snoke"
"Sob o comando de Snoke, os Imperiais se tornaram a Primeira Ordem e voltaram a atacar. Porém, três anos após a destruição da Segunda Estrela da Morte, foram derrotados na grande Batalha de Jakku".
"Após essa derrota, a Aliança e a Primeira Ordem fizeram um tratado de paz... A Primeira Ordem recebeu anistia, desde que se comprometesse a se desmilitarizar e a ocupar apenas uma região pré-determinada da Galáxia"
"A principio, a Aliança manteve postos avançados para observar a Primeira Ordem, mas com o tempo se tornou confiante demais, soberba demais... e os postos de observação na fronteira foram sendo retirados um a um, até que sobrou apenas um... A Resistência..."
"Já são quase 30 anos de paz na Galáxia, mas algo está errado... a Primeira Ordem nunca cumpriu a promessa de se desmilitarizar! E nos últimos tempos tem expandido suas fronteiras para Sistemas anteriormente neutros... além disso, tem havido muita movimentação na chamada Base Starkiller..."
Um Senador interrompe Maz:
"O que está sugerindo, General Kanata? Que devemos atacar a Primeira Ordem? Devemos iniciar uma guerra?"
Maz responde: "Não, Senador! É claro que não... Mas deveríamos nos preparar. Retornar os antigos postos de observação, deslocar parte da frota para a fronteira...".
O Senador interrompe novamente: "Maz Kanata... Que perigos a Primeira Ordem pode nos oferecer? A frota da Aliança baseada aqui no Sistema Hosnian é cerca de dez vezes maior do que a dela! E os atuais escudos planetários aguentariam ataques similares aos das antigas Estrelas da Morte".
Já fora da reunião, Maz se encontra com o Senador Lando Calrissian, que diz confiar nos instintos da general e que vai tentar fazer o possível para convencer os demais senadores e atender suas demandas.

A Millenium Falcon chega a Takodana. Han e Leia se reencontram, mas são interrompidos por C3-PO. No castelo de Leia, um antigo templo jedi, Finn e Rey descobrem que Han e Leia foram casados e que ela é irmã de Luke Skywalker.
Leia, Sacerdotisa da Força
Finn quer continuar fugindo e vai atrás de pilotos que possam o levar para a Orla Exterior. Rey teme a Primeira Ordem e pretende entregar BB-8 para a Resistência, para depois voltar para Jakku.
Rey é atraída pela Força até o porão, onde acha o sabre de luz de Luke Skywalker e tem uma visão do passado e do futuro através da Força. Leia conta sobre a Força para Rey. Diz que assim como em seu irmão, a Força é forte nela, entretanto se manifestou de forma diferente e ela se tornou uma sacerdotisa da Força e Conselheira da Resistência e não uma jedi, por isso vive naquele castelo rodeada de “fiéis”. Leia tenta entregar o sabre de Luke para Rey, dizendo que a Força é muito forte nela e ela terá um grande papel a desempenhar na luta contra o lado negro, mas a garota foge assustada. 
A Primeira Ordem ataca o castelo. Finn pega o sabre de luz com Leia que diz para o sucateiro entrega-lo para Rey. Leia usa a Força para jogar alguns Stormtroopers para o ar, abrindo caminho para Finn, que acaba usando o sabre de luz para enfrentar a capitã Phasma (que usa um bastão de Riot Control Stormtrooper. para lutar contra Finn) [6]  Finn é derrotado, mas Han o salva de ser morto por Phasma. Rey é capturada por Kylo Ren, enquanto os outros escapam da Primeira Ordem graças à chegada das naves da Resistência, liderados por Dameron, que havia sobrevivido da queda em Jakku. 
Han diz para Leia que viu o filho dos dois. Han Solo e Leia se separaram após seu filho, Ben Solo, que estava sendo treinado por Luke para ser um Jedi, ter se voltado para o Lado Negro da Força e se tornado Kylo Ren. General Maz Kanata chega e leva todos para a base da Resistência no planeta D’Qar. 
Enquanto isso, na Base Starkiller, Kylo Ren tenta torturar Rey para obter o mapa direto de sua mente, mas é impedido pela forte conexão de Rey com a Força (ao falar que a Primeira Ordem já possui parte do mapa, Kylo Ren mostra para Rey um "pendrive" - semelhante àquele que está com BB8 - onde estaria esta informação). Rey escapa usando o truque mental jedi em um stormtrooper.
A Primeira Ordem utiliza uma nova arma construída diretamente dentro de um planeta, a Starkiller, comandada pelo General Hux. A Starkiller absorve a energia de uma estrela e lança uma rajada de energia diretamente no sol do Sistema Hosnian, que instantaneamente se torna uma supernova, destruindo o Sistema Hosnian, toda a frota da Aliança e matando Lando [7]. 
Supernova destruindo Sistema Hosnian e a frota da Aliança Galáctica

Os vilões planejam destruir também D'Qar. Em reunião com a Resistência, Finn diz que poderia ajuda-los a descobrir um ponto fraco na Base Starkiller. Finn, Solo e Chewbacca são enviados para entrar na Base usando códigos de Finn e descobrir um ponto fraco, enquanto as naves da Resistência são enviadas para atacar a Base [8]. Finn, entretanto, apenas quer salvar Rey.
As naves da Resistência chegam à base Starkiller e entram em combate com a imensa força da Primeira Ordem. Poe Dameron nota que a base é muito bem armada e possuí inúmeros escudos, sendo praticamente indestrutível.

Finn e os outros confrontam a Capitã Phasma, descobrem onde fica o reator da Base e a deixam em um compactador de lixo. Finn, Han e Chewie se encontram com Rey. Os heróis percebem que há muitas torres de vigia entre o local onde estão e a entrada do reator, sendo impossível para eles chegarem até lá sem serem mortos. Finn entra em contato com Poe dizendo que precisa que o piloto libere a passagem para que eles cheguem ao reator. O piloto faz sua "trench run" para destruir armas e escudos. [8] Finn e os demais chegam ao local do reator e colocam explosivos para sabotar a arma da Starkiller. 

Han Solo vê Kylo Ren e o confronta; Kylo Ren parece hesitante sobre abandonar o Lado Negro da Força, mas acaba matando seu pai. Em um acesso de fúria, Chewbacca atira em Kylo Ren, ferindo-o seriamente no torso.
Os explosivos detonados por Chewbacca causam dano à arma da Starkiller e a Base começa a entrar em colapso. Kylo Ren, ferido, encontra Rey e Finn. Finn saca o lightsaber de Luke. Usando a Força, Kylo Ren joga Finn e Rey longe. Finn bate em uma árvore e fica desacordado. Kylo Ren tenta pegar o sabre de luz, mas é Rey que consegue atraí-lo, e eles entram em confronto. Rey chega perto de derrotá-lo, mas o chão abre-se e eles são separados. Rey usa a Força e puxa o "pendrive" do cinto de Kylo Ren para sua mão. 

A Starkiller é destruída. Kylo Ren e General Hux vão encontrar-se com Snoke, e os heróis retornam a D'Qar, onde o mapa completo é composto juntando os "pendrives" de Rey e BB8 [9]. Rey viaja com Chewbacca na Millennium Falcon para encontrar Luke Skywalker, que vive isolado com R2-D2 num planeta remoto. Ao encontrá-lo, Rey oferece-lhe o sabre de luz. 

Fim


....



Comentários do diretor:
[1] Inverti os papéis de Leia e Maz Kanata. Tudo teria acontecido bem parecido com o que foi visto no cinema, só colocando as personagens uma no lugar da outra. Assim, teríamos mais tempo de Han e Leia juntos, o sabre de Luke estaria com Leia (o que para mim faria muito mais sentido) e Leia teria evoluído como personagem ao invés de ser exatamente a mesma do Uma Nova Esperança. Aqui ela serviria mais ou menos como o Obi Wan Kenobi da história. 
[2] Acho que seria importante frisar que o mapa era referente aos templos jedis, onde provavelmente Luke estaria. Acho muito estranho o conceito "mapa para Luke Skywalker". Como Lor San Tekka era um conhecido explorador da galáxia, faria sentido ele ter esse tipo de informação.
[3] Rey conhecer Lor diminuiria a coincidência de BB-8 chegar justamente à ela. Lor, por ser conhecedor da Força, seria quem havia ensinado Rey sobre as lendas dos Jedi, além de ter dado aulas de mecânica e línguas alienígenas para a garota. Ele já estaria pensando em leva-la à Leia antes de ser morto.
[4] Han Solo líder de piratas espaciais! Não seria um desenvolvimento bem legal para o personagem? Além do que eliminaria mais uma das inúmeras coincidências do roteiro, a de que os grupos procurando por Solo chegaram à sua nave justamente no momento em que ele encontra os heróis. Acho que o motim contra ele tornaria o roteiro menos "acidentado". A cena da fuga dos heróis poderia ser exatamente a mesma, envolvendo os Rathtars. Imagine... Han Solo líder de piratas espaciais! 
[5] Outra vantagem da troca de papéis de Leia e Maz: poderíamos ter esta cena em Hosnian, onde aprenderíamos tudo o que aconteceu desde o fim do Retorno de Jedi. Tanto a nova república (que aqui chamei de Aliança Galáctica) e a Resistência, quanto a Primeira Ordem (e o próprio Supremo Líder Snoke), ficariam melhor definidos e explicados.
     [5-1] Pensando como acionista da Disney: estes três anos entre as batalhas de Endor e Jakku seriam interessantíssimos para serem explorados por alguma mídia - como desenhos animados, livros ou quadrinhos. Imagine poder contar com os personagens clássicos (Luke, Leia, Han...) em uma série animada ou coisa assim? Eu, como fã, adoraria ver isto.
      [5-2] Seria legal ter a noção de que houve paz por 30 anos. Assim toda a luta dos personagens clássicos não teria sido em vão.
[6] É um fato que Phasma foi sub-utilizada no filme. Poderia ter sido ela a lutar com Finn em Takodana!
[7] Acho que a maior reclamação dos fãs (eu, por exemplo) foi sobre a Base Starkiller. Tentei mudar um pouco seu funcionamento e sua destruição para dar uma distanciada do que já foi visto nos filmes anteriores. Coloquei Lando Calrissian no Sistema Hosnian para que a destruição do planeta tivesse mais impacto sobre os fãs.
     [7-1] Acho que o povo em Takodana deveria ter descoberto sobre a destruição de Hosnian por telões, não vendo diretamente no céu.
 [8] As naves da Resistência chegariam junto (ou até um pouco antes) do que a Millenium Falcon para atrair atenção da Primeira Ordem enquanto os heróis vão procurar por Rey. A "trench run" de Poe seria para destruir armas e escudos da Base para que Finn e os outros conseguissem chegar ao reator. Ao confrontar Phasma, os heróis descobririam que o reator só era acessível por dentro, sendo impossível de ser destruído pelas X-Wings da Resistência.
      [8-1] A escala da batalha deveria ter sido maior do que foi no filme. Onde estava todo aquele exército que se reuniu para ver o discurso de Hux? A Resistência deveria chegar com bem mais naves. E não apenas X-Wings, mas também outros modelos.
    [8-2] Também acho que não precisaria haver a destruição do planeta todo, apenas da base e seus arredores
    [8-3] O visual da Base poderia ser um pouco diferente. Ela poderia ter várias saídas para o super laser, se parecendo um pouco com Apokolips. Assim, a base poderia atirar para vários lados, além de se movimentar usando as rajadas de laser também.
[9] R2-D2 acordar do nada no fim do filme foi outra grande reclamação dos fãs. Assim, incluí essa descoberta do restante dos mapas (Kylo Ren diz para Rey que a Primeira Ordem tinha essa informação durante o filme, só teria que incluir o seu "pendrive" na história). O droid poderia simplesmente estar com Luke. E desta forma, Rey teria ainda mais importância para a Resistência, já que seria responsável por trazer esta informação.


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Enfim, Force Awakens é um filmão. Assistindo novamente (e em sequencia à Uma Nova Esperança) vi que ele não é simplesmente um remake do Episódio IV como costumam acusar. Sim, ele tem pontos bastante similares (droid com informação importante perdido no deserto, morte de figura paterna, arma de destruição planetária, etc etc etc), mas as linhas que ligam esses pontos são bastante diferentes de tudo visto até então. Os personagens (todos excelentes) e suas relações são novas, as motivações, as cenas de ação... e o principal de tudo: o filme se justifica sendo muito divertido e trazendo inúmeras cenas (já) icônicas. Claro, houveram deslizes aqui e ali. E acho que essas propostas que fiz aqui poderiam ter deixado o filme um pouco mais redondinho... mas, de qualquer forma, a Força é forte neste Episódio VII.